Salve queridos irmãos e seguidores! Hoje vamos conversar sobre desenvolvimento mediúnico na Umbanda!
Às portas de iniciar mais um processo de divulgação da nova turma de desenvolvimento mediúnico que irá se iniciar em Janeiro de 2026, fiz uma verdadeira retrospectiva dessa minha trajetória de ensinar sobre Umbanda e desenvolver médiuns.
Em 2017 com um pequeno grupo de médiuns, estava eu na TD1 transmitindo conhecimentos da Teologia de Umbanda e realizando giras de desenvolvimento com as principais linhas espirituais. De lá até hoje observei alguns medos, expectativas não supridas, dificuldades e, também, pontos positivos que potencializam o desenvolvimento dos dons mediúnicos.
Reflito sobre isso, pois um sacerdote muito famoso divulgou que mediunidade desenvolvida e lapidada, a relação fidedigna com a espiritualidade, a canalização das mensagens espirituais, não são resultado de mérito. O mesmo afirmou que os guias não cobram nada de nós e que estão, por amor, sempre dispostos a nos ajudar.
Caro umbandista, infelizmente, preciso e tenho o dever sacerdotal de discordar 100%!!!!
Mas antes de justificar esta minha discordância com as afirmações deste sacerdote, vou demonstrar aqui o que observo após desenvolver por volta de 500 médiuns umbandistas, cada um com sua característica individual.
– 70% das pessoas que se inscrevem no desenvolvimento vem por amor (ou seja, não possui transtorno mediúnico grave que afeta sua saúde);
– 80% quer incorporar, tendo esta expectativa como ponto central de sua religiosidade;
– 50%, em média, abandona o desenvolvimento mediúnico até 1,5 ano de duração;
– 80% dos que não incorporam, abandonam o seu desenvolvimento;
– 30% dos médiuns de incorporação conseguem incorporar logo na primeira gira;
– 70% dos médiuns de incorporação conseguem incorporar no primeiro ano de desenvolvimento;
– 80% dos médiuns que possuem Teologia de Umbanda, fazem os preceitos e possuem firmezas de defesa incorporam (caso tenham esta mediunidade) e se mantém numa crescente evolutiva;
– 100% dos médiuns que não possuem base de estudos se sentem inseguros e isto reflete em suas manifestações mediúnicas;
Claro que são dados retirados do empirismo, observações pontuais dentro do terreiro de Umbanda… Mas isto gera reflexões importantes, como por exemplo:
– A incorporação é tão valorizada assim pelos médiuns? Se tirar a incorporação deles o que fica?
– A Umbanda encerrou o ciclo de dor e agora a mediunidade vem pelo racional, pelo conhecimento e dedicação dos médiuns?
– Por que os médiuns que não se dedicam têm mais dificuldade de incorporar?
– Os médiuns que não estudam incorporam pior?
Bom, vou contar um pouco do que vejo no terreiro nesses anos de sacerdócio.
O desenvolvimento mediúnico é um local de confiança e este fator é muito importante para o médium iniciante. A maioria deles me relatam que ao serem inseridos em rodas de desenvolvimento em giras públicas se sentem inseguros, não possuem confiança de se soltarem na frente dos consulentes por medo de errar.
Fazer parte de um grupo, onde todos estão trilhando a mesma trajetória, gera um fator de estabilidade e confiança para poderem dividir dificuldades, receios e medos. Todos estão no mesmo barco!
Médiuns com vidas profissionais aceleradas, com pouco tempo de dedicação, desenvolvem suas mediunidades mais lentamente e precisam de paciência para não se frustrarem diante das expectativas não supridas.
Médiuns que estudam, seguem as orientações dos dirigentes, fazem seus banhos e preceitos, além de terem suas firmezas ativas, criam elos de conexão mais fortes com sua espiritualidade e aprimoram rapidamente o dom da incorporação.
Médiuns que mudam a doutrina de Umbanda e ainda estão em desenvolvimento relatam dificuldades em assimilar o conhecimento passado, aceitar as mudanças e se inserir numa nova estrutura espiritual. Vejo que todos ao mudarem de doutrina precisam se doar mais para dar certo.
Médiuns com desvio de caráter são ajudados pela espiritualidade na melhora, mas ao não se enquadrarem nos padrões éticos acabam sendo tirados pela própria espiritualidade da casa (e sua) do desenvolvimento.
Médiuns mais presentes no terreiro e que gostam de ajudar evoluem rápido, tão rápido que geram sentimentos de inveja dos mais velhos por estarem “correndo” em seus desenvolvimentos pessoais. Ao falar sobre o assunto com a espiritualidade, a mesma sempre diz: Cada qual com o seu merecimento, estão crescendo por fazerem por onde.
Enfim, com tantos exemplos como este só posso discordar do que foi falado pelo sacerdote e concluir com estas comprovações práticas:
– Nossa espiritualidade nos ama, mas não passam pano em nossas caquinhas. Se fizermos besteiras em nossa caminhada, são os primeiros a ativar os mistérios retificadores e reajustadores.
– Quem não faz por merecer não recebe o prêmio da conquista. Não faz nada e só chega para incorporar? Ótimo, a espiritualidade não irá além com este médium.
– Muitos acham que a Umbanda é simplória e o estudo é secundário. Quem não sabe de nada depende de quem sabe, e adivinha? Paga para receber algo de quem sabe, nada vem de graça queridinho!
– Nem toda espiritualidade nossa é ancestralidade! Existem inúmeras ligações espirituais que NÃO são familiares. Outra coisa, nem todo guardião te ama, ok? Tem até os que te suportam…. Ah, deixa quieto….
Irmãos, se querem uma dica, deixo uma boa aqui:
Estudem muito, leiam muito, façam por onde, mediunidade é dom inato ao espírito, claro que é! Mas o direcionamento e a potência dela é merito! Faça por merecer para ter acesso aos seus dons corretamente.
Adivinhem quem possui as chaves dos seus dons?
Guias, mestres e mentores! São nossos tutores e guias nessa caminhada de auto conhecimento. Vacila com eles para você ver o amor que eles são.
Matrículas para o desenvolvimento mediúnico: https://wa.me/message/EGLJJTRRD4R3P1
Axé!



